Conheça os 3 indicadores do IDSS mais desafiadores para as operadoras médico-hospitalares

Postado em 10 de agosto de 2021 às 15:46
operadoras médico-hospitalares

Para conseguir manter um atendimento de excelência e o cuidado que os beneficiários merecem, as instituições de saúde precisam seguir diversas regras e parâmetros, mantendo os padrões durante as consultas, exames e até mesmo na captação de informações; afinal, todas essas etapas são avaliadas no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). Mas quais são os indicadores do IDSS mais desafiadores para as operadoras médico-hospitalares?

Em uma avaliação realizada pela Blendus, levando em consideração os dados do relatório do Programa de Qualificação de Operadoras 2020 Ano-base 2019, três indicadores aparecem como as principais dificuldades, sendo eles: 

Alguns desses indicadores já são conhecidos das operadoras e passaram a ser um desafio nos últimos anos. Para compreender melhor quais são as barreiras, é importante mencionar que em dezembro de 2020 eram mais de 47 milhões de usuários de planos de saúde de segmentação Médico/Hospitalar e mais de 27 milhões que contavam com a cobertura de atendimento exclusivamente odontológica, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Quer conhecer os 3 indicadores do IDSS mais desafiadores para as operadoras médico-hospitalares? Então aproveite para conferir o conteúdo completo e compreenda quais são as barreiras em cada um dos quesitos. 

IDSS: indicadores mais desafiadores para as operadoras médico-hospitalares

2.2 – Médico de Referência do Idoso

Esse é, sem dúvidas, um dos aspectos mais desafiadores para as instituições: o médico de referência do idoso. Isso porque é um desafio atingir a meta anual de 2 consultas por médico generalista. É importante destacar que são válidos os atendimentos realizados pelo médico da família, clínico, geriatra ou médico generalista.

A principal dificuldade no cuidado com o idoso é o fato de muitos beneficiários buscarem atendimentos apenas com especialistas, um problema que está presente em diversos aspectos da saúde brasileira. É fundamental compreender que o atendimento e o acompanhamento são integrais e que diversos profissionais podem contribuir com o cuidado ao idoso.  

A solução é investir em um alinhamento às diretrizes do IDSS, adotando um modelo de atenção integral focado na prevenção e promoção da saúde, além da telemedicina, que tem sido amplamente difundida no período de pandemia. 

Quando pensamos na relação IDSS e pandemia, esse indicador pode ser um dos mais afetados pela baixa procura por atendimentos, principalmente na faixa etária a partir dos 60 anos. Isso aconteceu por causa do isolamento social necessário nesse período, com a recomendação do Ministério da Saúde para que as pessoas buscassem os centros médicos apenas em casos de extrema necessidade.

A pontuação média desse indicador no IDSS 2020 (Ano-base 2019) foi de 0,2440. Das 636 operadoras avaliadas neste indicador, 318 delas tiveram pontuação zero, e, destas, 34 por motivos de inconsistências nos dados.

4.4 – Proporção de Glosas de Pagamentos a Prestadores de Serviços de Saúde

Diferentemente do primeiro tópico, o índice baixo na proporção de glosas de pagamentos a prestadores de serviços de saúde pode ser explicado por uma mudança de padrão na forma de envio das informações para a ANS

Isso porque o indicador sofreu alguns ajustes na forma de cálculo e 149 operadoras médico-hospitalares apresentaram inconsistências nos dados, principalmente na conformidade no envio dos dados pelo Monitoramento TISS. O preenchimento da data de pagamento das guias passou a ser critério na apuração deste indicador.

Vale ressaltar que esse indicador tem o objetivo de acompanhar a relação entre os valores cobrados pelos prestadores de serviços às operadoras e as glosas aplicadas, além da relação  entre a quantidade de prestadores com glosas e o total de prestadores que a operadora promoveu a troca de informações pelo Padrão TISS.

Em atualização recente, a agência indicou a utilização de um novo relatório, disponível no Portal das Operadoras, demonstrando mais detalhes sobre as guias com pagamento em aberto. O objetivo é auxiliar as instituições no preenchimento dos dados nos casos em que as informações de pagamento, como data e valores pagos, não foram enviadas para o órgão. A pontuação média foi de 0,3654.

1.9 – Razão de Consultas Médicas Ambulatoriais com Generalista/Especialista para idoso

Assim como no primeiro caso, esse indicador está atrelado ao cuidado e prevenção ao idoso. O intuito é incentivar a atenção primária e as visitas aos profissionais generalistas. Esses médicos podem contribuir com a resolução de inúmeros problemas, encaminhando os casos para os especialistas apenas quando necessário. 

A ideia é que os idosos possam cuidar da saúde com facilidade, sem precisar esperar pela consulta com determinada especialidade. O ideal é manter as visitas de prevenção com os profissionais generalistas. 

A nota abaixo do esperado neste índice pode indicar uma ideia equivocada da prevenção em saúde. A principal causa pode ser o direcionamento para os especialistas e a ausência dos atendimentos de generalistas. A pontuação média foi de 0,5125 para as operadoras médico-hospitalares avaliadas

Os desafios na qualidade dos dados continuam ainda evidentes para as operadoras, mesmo após o terceiro ano-base com a nova metodologia para cálculo dos indicadores de desempenho, chamado IDSS-TISS.

Se você gostou desse conteúdo e deseja conferir mais informações sobre iniciativas e avaliações relacionadas às operadoras médico-hospitalares, fique atento às publicações do Blog da Blendus! 

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