Como melhorar o IDSS? 5 estratégias para operadoras de saúde

Publicado em 10/05/2021 18h57 | Atualizado em 06/02/2025 18h02
Melhorar IDSS

Anualmente, as operadoras aguardam a divulgação do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), avaliação realizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essa nota é baseada em critérios que envolvem aspectos assistenciais, econômico-financeiros e de gestão. Mas como é possível garantir uma melhor performance do IDSS?

Essa é uma pergunta comum entre gestores e analistas. Para alcançar uma boa classificação, é necessário identificar e ajustar processos internos que impactam diretamente os indicadores avaliados.

Nos últimos anos, o setor de saúde suplementar passou por transformações consideráveis, como a consolidação da telemedicina e a necessidade de adaptação às novas diretrizes regulatórias. Esses fatores reforçaram a importância de revisões contínuas nos processos.

Confira o conteúdo completo para entender como melhorar o desempenho de sua operadora no IDSS.

O que é IDSS? 

O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) é parte do Programa de Qualificação das Operadoras, criado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Esse índice avalia anualmente o desempenho das operadoras de planos de saúde no Brasil. Ele funciona como um indicador da qualidade dos serviços oferecidos e considera uma série de critérios técnicos e de gestão.

O cálculo do IDSS é feito com base em uma metodologia padronizada, que busca garantir comparabilidade entre as operadoras e promover maior transparência para o mercado.

A abordagem permite que consumidores e empresas tomem decisões mais informadas sobre os planos de saúde, incentivando a concorrência saudável e a melhoria contínua dos serviços.

Indicadores que compõem o IDSS

O IDSS é composto por indicadores que avaliam o desempenho das operadoras de planos de saúde em quatro dimensões principais. Essas categorias abrangem aspectos assistenciais, de acesso ao atendimento, econômicos, de satisfação dos beneficiários e de conformidade regulatória. Vamos entender cada uma delas.

Qualidade em atenção à saúde

Essa dimensão analisa como as operadoras promovem a saúde dos beneficiários. Os indicadores consideram ações de promoção, prevenção e assistência. Avaliam também a capacidade das operadoras de atender às necessidades em saúde, incluindo a oferta de serviços para diferentes faixas etárias e condições de saúde.

Como, por exemplo, os indicadores:

  • 1.4 – Razão de Consultas Ambulatoriais de Pediatria por Beneficiário de 0 a 4 anos
  • 1.5 – Taxa de Citopatologia Cérvico-Vaginal Oncótica (Preventivo de Câncer de Colo do Útero)
  • 1.9 – Razão de Consultas Médicas Ambulatoriais com Generalista/Especialista para idosos

Garantia de acesso

Aqui, o foco é na disponibilidade e qualidade de serviços para os beneficiários. Os indicadores medem a capacidade das operadoras de oferecer uma rede de prestadores adequada e acessível. Isso envolve a cobertura regional, o número de profissionais e o tempo para agendamentos.

Alguns exemplos de indicadores:

  • 2.1 – Taxa de Sessões de Hemodiálise Crônica por Beneficiário
  • 2.2 – Taxa de Consultas Médicas Ambulatoriais com Generalista por Idosos, 2.3 – Índice de Dispersão Combinado de Serviços de Urgência e Emergência 24 Horas,
  • 2.6 – Frequência de Utilização de Rede de Hospitais com Acreditação

Sustentabilidade no mercado

Os indicadores dessa dimensão verificam a saúde financeira da operadora e sua relação com beneficiários e prestadores. O equilíbrio econômico-financeiro é analisado junto com métricas de satisfação e cumprimento de compromissos com a rede credenciada. Como por exemplo:

  • 3.1 – Índice de Capital Regulatório (ICR)
  • 3.3 – Índice Geral de Reclamações Anual (IGR Anual)

Gestão de processos e regulação

Essa dimensão avalia a relação da operadora com a ANS. Os indicadores verificam se as obrigações técnicas, como envio de dados e cumprimento de prazos regulatórios, estão sendo cumpridas. Também examinam a organização interna para garantir eficiência nos processos.

São exemplos de indicadores:

  • 4.1 – Índice composto de Qualidade Cadastral (SIB)
  • 4.3 – Razão de Completude do Envio dos Dados do Padrão TISS (Razão TISS/DIOPS)

Como melhorar o IDSS da sua operadora?

Essa é uma das dúvidas mais comuns para as equipes que estão à frente do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar nas operadoras. Isso porque receber um resultado pouco satisfatório pode influenciar em diversos quesitos, seja na conquista de novos clientes ou até mesmo no desempenho das atividades dos colaboradores. 

O IDSS pode ser melhorado quando a operadora de saúde estiver empenhada em ações conjuntas e contínuas, por meio de uma equipe multidisciplinar e multidepartamental, ou seja, com todos aqueles que estão envolvidos no processo.

A evolução não é algo que ocorre alterando apenas algumas atividades ou abordagens. É imprescindível que as mudanças aconteçam de forma coletiva, abarcando até a alta gestão. 

Confira algumas dicas que podem melhorar o resultado do índice da sua operadora.

Crie um comitê para gestão de indicadores

Uma das principais dicas é a formação de um comitê dedicado à gestão dos indicadores, incluindo a conscientização sobre a aderência ao Padrão TISS nos processos internos e promovendo adequações para atingir a conformidade.

Esse padrão, obrigatório pela ANS, garante a padronização na troca de informações entre operadoras e prestadores, o que impacta diretamente nas métricas do IDSS.

É recomendado que o comitê seja formado por colaboradores de diferentes áreas da instituição, afinal, nenhum setor conseguirá implementar sozinho as melhorias necessárias para o bom desempenho.

Integrar áreas como Rede, cadastro de beneficiários, contas médicas, TI e contabilidade pode ajudar a resolver gargalos que impactam os indicadores. Contudo, é interessante que esse comitê tenha um líder, ou seja, um coordenador de todo o projeto para organizar ações e monitorar os resultados.

Também é importante ter o respaldo da alta direção para que o comitê possa interagir com as áreas de negócio, principalmente com os profissionais operacionais. Esse apoio deve incluir a disponibilização de ferramentas analíticas que permitam o acompanhamento contínuo dos dados e a identificação de pontos de atenção.

Tenha boa comunicação com os prestadores

Ter uma comunicação ativa com os prestadores de serviços e parceiros é a base para todas as outras ações. A proximidade auxilia na identificação de possíveis erros e dúvidas que possam surgir. Manter todos os profissionais informados é uma das melhores maneiras de assegurar que os prazos e atividades sejam seguidos.

Por exemplo, durante o atendimento ou serviço que é oferecido ao beneficiário, é fundamental que exista o preenchimento e a descrição correta na guia. Isso facilita o processo de faturamento das operadoras e a avaliação da ANS.

Para que isso ocorra, o profissional deve estar ciente das diretrizes. Além disso, investir em treinamentos regulares para os prestadores pode ajudar a reduzir inconsistências e a otimizar o fluxo de informações entre as partes.

Nos casos em que a operadora identifica erros, o material deve ser encaminhado para o parceiro ou prestador, com o objetivo de corrigir as informações. É interessante criar canais específicos, como um portal online ou uma linha de suporte, para que dúvidas sejam resolvidas rapidamente.Mesmo quando a assistência não é realizada dentro da operadora, é imprescindível que a rede de atendimento esteja orientada sobre o preenchimento dos documentos e a importância de fazer o passo a passo de acordo com o padrão.

Invista na qualidade das informações

A qualidade da informação também é algo importante e que deve estar de acordo com as regras da  ANS. Assim como outras áreas de trabalho, na saúde dados corretos podem auxiliar no cuidado com o beneficiário e na resolução de diversas situações.

O uso de ferramentas de business intelligence (BI) pode facilitar a organização, análise e cruzamento de dados, reduzindo erros e aumentando a consistência.

Desde o começo, a equipe responsável por realizar o levantamento deve priorizar números confiáveis e que expressem o dia a dia da assistência. Dessa forma, é possível atuar com informações de qualidade.

A implementação de processos de auditoria periódica sobre os dados levantados é outra prática recomendada para garantir maior precisão e evitar problemas futuros.

O maior erro é deixar de fazer o tratamento dos dados desde o início do processo e não se preocupar com a validação. Por exemplo, conferir se os dados de determinado indicador estão batendo com os dados de um indicador que o complementa.

No geral, a pergunta que o analista deve fazer é: essa informação faz sentido? A introdução de painéis de indicadores, que permitam visualizar correlações e tendências, pode ajudar na identificação de inconsistências de forma mais rápida.

O objetivo aqui é minimizar questões que possam influenciar na credibilidade ou até mesmo na veracidade dos indicadores. Além disso, garantir dados de qualidade também facilita a transparência das informações, tanto para a ANS quanto para os próprios beneficiários.

Dimensione a rede assistencial alinhada às diretrizes do IDSS

Para conseguir melhorar o IDSS, é fundamental que todas as equipes estejam alinhadas. Entretanto, existe um time que acaba sendo ainda mais visado por atuar diretamente com o objetivo da operadora: os profissionais da assistência.

O acompanhamento regular das métricas relacionadas aos processos assistenciais, como taxa de adesão às consultas de atenção primária e resolutividade em níveis de atendimento, pode ajudar a identificar oportunidades de melhoria.

De acordo com o Programa de Qualificação das Operadoras, o intuito é que a operadora não atue apenas nos casos de urgência e emergência, mas como agente na transformação da saúde, mostrando para os beneficiários que a promoção e a prevenção são primordiais, incluindo nessa diretriz a atenção primária.

A integração de dados provenientes de diferentes etapas do atendimento pode oferecer uma visão mais ampla do impacto dessas iniciativas na saúde dos beneficiários.

Afinal, quando temos uma população informada sobre os cuidados básicos com a saúde, fica mais fácil trabalhar os casos antes de atingir um estado crítico. Quem fica responsável por essa transformação é a equipe de assistência, que orienta e indica profissionais de saúde especializados para a resolução das necessidades dos beneficiários.

O uso de protocolos clínicos padronizados e ferramentas de gestão de saúde populacional pode tornar esse processo mais eficiente e garantir um monitoramento contínuo.

Desse modo, vale lembrar que o atendimento e a satisfação do usuário também são critérios que contam para o IDSS, bem como a promoção de campanhas e programas.

Avaliar continuamente os processos de comunicação com os beneficiários e garantir que eles recebam orientações claras e precisas sobre as iniciativas de promoção e prevenção pode contribuir para um impacto positivo nos indicadores e fortalecer o engajamento.

Ajuste processos internos e sistemas de gestão

Os processos internos e os sistemas de gestão da informação são fundamentais para o sucesso da operadora. A definição e o mapeamento do processo de atendimento e o tratamento adequado dos dados facilitam a identificação de acertos e pontos de melhoria.

O uso de dashboards, que consolidam dados da rede assistencial, pode ajudar na visualização de gargalos e na tomada de decisões mais assertivas. No setor de saúde suplementar, as operadoras que seguem as regulamentações da ANS e utilizam o Padrão TISS conseguem identificar melhor seus pontos fortes e fracos.

Para garantir uma operação equilibrada, é importante olhar de perto dados como, frequência de uso, taxas de retorno e distribuição dos beneficiários na rede. Esses números mostram onde os serviços precisam ser ajustados por parte das operadores, permitindo ações direcionadas que garantam maior eficiência e qualidade no atendimento.

Manter os processos atualizados e ajustar o sistema de gestão também faz toda a diferença. Com um sistema bem parametrizado, você consegue cadastrar beneficiários, processar contas médicas e cumprir obrigações regulatórias de forma mais ágil e eficiente, deixando sua operação mais leve e organizada.

A otimização dos processos, respeitando as regras do setor, traz maior agilidade e redução de custos operacionais. Avaliar a integração entre sistemas da operadora e de seus tópicos é outra estratégia para evitar inconsistências.

Um software especializado pode apoiar os colaboradores nessa tarefa. O Gestor IDSS, por exemplo, aponta parametrizações de permissão no sistema de gestão. Já softwares de geolocalização auxiliam na avaliação da distribuição dos serviços em relação à base de beneficiários, alinhando a rede assistencial às necessidades locais.

O foco deve ser direcionar os colaboradores para o que importa: cuidar dos beneficiários e analisar informações que compõem o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). Manter uma rede assistencial alinhada às diretrizes do IDSS é fundamental para melhorar indicadores e oferecer atendimento eficiente.

Utilize um sistema para melhorar a nota do IDSS

Para melhorar a nota do IDSS, a qualificação dos dados do padrão TISS é um ponto estratégico. A validação correta das informações enviadas à ANS evita inconsistências e garante que os dados reflitam com precisão a realidade assistencial.

Esse processo, porém, pode consumir muito tempo da equipe e dificultar o monitoramento constante.

Um sistema especializado pode simplificar essa tarefa e trazer mais eficiência. Ferramentas como o Gestor IDSS otimizam a gestão dos dados e ajudam a identificar ajustes necessários antes do envio das informações.

Isso permite que as operadoras trabalhem de forma proativa para atender às exigências regulatórias e, ao mesmo tempo, priorizem melhorias internas que impactam os indicadores.

O Gestor IDSS pode ajudar das seguintes formas:

  • Validação e detecção de inconsistências: aponta erros e falhas nas guias TISS, com base em critérios claros;
  • Simulação da nota do IDSS: possibilita prever os resultados antes da publicação oficial da ANS;
  • Análise das críticas: organiza inconsistências por severidade e impacto, orientando a correção de maneira estratégica;
  • Integração com Monitoramento TISS: compara dados enviados com os aceitos pela ANS, destacando os rejeitados;
  • Projeção dos indicadores: acompanha o desempenho ao longo do ano-base para ações direcionadas;
  • Relatórios detalhados: facilita o alinhamento entre guias TISS e despesas do DIOPS.

Com esses recursos, a operadora consegue atuar de forma planejada e objetiva, melhorando a gestão dos dados e reforçando o compromisso com a qualidade assistencial e a satisfação dos beneficiários.

Quer melhorar o IDSS da sua operadora e simplificar a gestão dos indicadores? Solicite uma demonstração gratuita do Gestor IDSS e descubra na prática como essa solução pode apoiar sua equipe na identificação de ajustes, otimização de processos e cumprimento das exigências regulatórias.




Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*

*